sexta-feira, setembro 26, 2008

Semana Interna de Prevenção de Acidentes - SIPAT

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho tem como objetivo integrar e conscientizar os trabalhadores sobre a importância de conservar e proteger a saúde e a integridade física dos mesmos. As empresas devem anualmente, de acordo com a NR 5 da portaria 3214/78, promoverem a SIPAT, desenvolvendo palestras, tendo temas voltados para segurança e saúde do trabalhador. Durante os eventos poderá haver concursos e gincanas com sorteios de brindes para que haja uma maior participação e interesse dos funcionários da empresa.

Com muita freqüência recebemos pedidos de ajuda de colegas que querem que enviemos para eles uma “campanha de segurança”. Quando isso ocorre temos a oportunidade de explicar que na verdade as coisas não são bem assim e que uma campanha e algo a ser desenvolvido para fazer frente a alguma situação bastante especifica e que por isso mesmo deve ser também especifica.
A palavra campanha tem sua origem no latim e quer dizer acampamento de tropas, campo de batalha, batalha; conjunto de operações militares; lida, esforço para se conseguir alguma coisa. Com certeza e deste ultimo significado que surge a idéia que temos de campanha.
Na verdade quando falamos de campanha pensamos no conjunto de esforços para informar pessoas, mudar comportamentos e a partir disso obtermos alguma resultado.Uma boa campanha começa sempre da identificação de um problema. Quando falamos em identificação não estamos dizendo apenas saber que ele existe mas muito mais do que isso de entender sua natureza e a extensão das causas que levam ao mesmo. Muitas campanhas na área da prevenção não atingem seus objetivos porque simplesmente não tem por si a capacidade de fazer frente a situação para a qual foi destinada. Um exemplo claro disso e uma campanha para uso do EPI sem levarmos em conta que a recusa por parte dos trabalhadores tinha uma justificativa – os EPI ali em uso tem problemas de qualidade e por isso são desconfortáveis. Neste caso – no processo prévio de identificação do problema era preciso ter percebido o verdadeiro problema e corrigido para depois realizar um campanha motivando o uso.
É preciso entender que as campanhas não fazem mágicas.Nos prevencionistas brasileiros usamos pouco as campanhas. Na maioria das organizações elas ficam restritas a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – SIPAT e mesmo esta vem sendo desvirtuada muitas vezes pela perda de foco.
Em muitas SIPAT não há nem mesmo uma pesquisa de assuntos junto aos trabalhadores para saber quais temas são do interesse do mesmos. Isso sem falar nas SIPAT onde os temas são tão complexos que servem apenas para cumprir a legislação sem ter qualquer utilidade para a grande massa.
Há erros também na idéia de que para se fazer uma SIPAT há modelos pré estabelecidos e que assim não podemos inovar.Deveríamos realizar mais campanhas sobre os diversos assuntos cuja resolução dependem direta ou indiretamente da conscientização dos trabalhadores – no entanto para que elas não caiam no vazio e no descrédito – sempre analisar antes se também estamos tomando ao mesmo tempo as demais ações para que o problema seja resolvido. De nada adiante por exemplo planejar e iniciar uma grande campanha para melhorar a limpeza se não tivermos o cuidado de ao menos providenciarmos lixeiras para os locais de trabalho.No planejamento de cada SESMT, cada CIPA a inserção de campanhas é algo muito importante. Muitas esperam que problemas surjam para então pensar em reagir diante dele quando muitas vezes poderíamos trabalhar de forma pro ativa. Assim mesmo em organizações onde o uso do EPI vem se mostrando estável porque não pelo menos uma vez por ano realizar uma bela campanha sobre a importância da manutenção do uso ? Não seria isso a prevenção da prevenção ?No mais a desculpa de que “campanhas” custa caro nada mais é do que a demonstração do desconhecimento sobre o assunto. Tanto como para a SIPAT como para as campanhas repetimos que não há um modelo único. Podemos e em muitas organizações isso é feito – fazer campanhas com recursos mínimos e próprios – conforme nossa realidade e disponibilidade de recursos.
Basicamente devemos pensar e planejar levando em conta:

Que problema temos ?

Quais as causas que levam ao problema ?


Quais destas causas estão associadas a falta de informação ?


Que tipo e quantidade de informação são necessárias ?


Em qual publico está a deficiência de informações ?


Qual a linguagem ideal para atingir este publico ?


Que meios podemos usar para atingir este publico ?


Quanto tempo parece ser necessario para isso ?


Como avaliaremos o entendimento das pessoas sobre isso ?

Assim, voltando ao exemplo dado anteriormente se temos um problema de recusa ao uso do EPI primeiro faremos uma ampla analise sobre o que leva a este problema – deixando de lado a certeza que muitos temos que os trabalhadores não usam pura e simplesmente. Conhecidas as causas passaremos a cuidar de todas e apenas daremos inicio a qualquer tipo de planejamento de campanha quando notarmos que é o momento de motivar as pessoas para algo que seja real e verdadeiro. Lembremos que realizar uma campanha sem levar isso em conta conduz ao descrédito.Para o planejamento é preciso ter muito bom senso. Isso passa pelo reconhecimento dos clientes para a campanha, ou seja o tipo de população a ser atingida. Sabendo com quem desejamos falar precisamos usar então linguagem e meios adequados. Se vamos por exemplo elaborar cartazes – que elas sejam atrativos e visem mais a motivação da forma certa do que a proibição da forma errada – se vamos adotar folhetos que eles tenham letras maiores e o mínimo de texto possível. Se junto a isso vamos realizar um ciclo de palestras que elas sejam feitas em linguagem compatível e mais do que isso em períodos curtos.E por fim, precisamos avaliar se as pessoas estão entendendo tanto o objetivo como o conteúdo da campanha. Para isso há muitas formas e na no meu jeito de ver a entrevista por amostragem é muito melhor do que formulários que as pessoas respondem para se livrar de mais um papel.Façamos mais campanhas e teremos menos problemas.
Cosmo Palasio de Moraes Jr.Técnico de Segurança do Trabalho



quinta-feira, setembro 25, 2008

Asbestose

A asbestose é uma formação extensa de tecido cicatricial nos pulmões causada pela aspiração do pó de amianto.
O amianto é composto por silicato de mineral fibroso de composição química diversa. Quando se inala, as fibras de amianto fixam-se profundamente nos pulmões, causando cicatrizes. A inalação de amianto pode também produzir o espessamento dos dois folhetos da membrana que reveste os pulmões (a pleura).
As pessoas que trabalham com o amianto correm o risco de sofrer doenças pulmonares. Os operários que trabalham na demolição de construções com isolamento de amianto também correm risco, embora menor. Quanto mais tempo um indivíduo estiver exposto às fibras de amianto, maior é o risco de contrair uma doença relacionada com o amianto.
Sintomas
Os sintomas da asbestose aparecem gradualmente só depois da formação de muitas cicatrizes e quando os pulmões perdem a sua elasticidade. Os primeiros sintomas são a dispneia ligeira e a diminuição da capacidade para o exercício.
Os grandes fumadores que sofrem de bronquite crónica juntamente com asbestose podem tossir e ter uma respiração sibilante. A respiração torna-se, gradualmente, mais difícil. Cerca de 15 % das pessoas com asbestose têm dispneia e insuficiência respiratória.
Por vezes a inalação de fibras de amianto pode fazer com que se acumule líquido no espaço que se encontra entre as camadas pleurais (cavidade pleural). Em raras ocasiões, o amianto causa tumores na pleura, denominados mesoteliomas, ou em membranas do abdómen, chamados mesoteliomas peritoneais.
Os mesoteliomas causados pelo amianto são um tipo de cancro que não se consegue curar. Geralmente, aparecem depois da exposição à crocidolite, um dos quatro tipos de amianto. A amosite, outro tipo, também produz mesoteliomas. O crisótilo, provavelmente, não produz mesoteliomas, mas, às vezes, está contaminado com tremolite, e esta causa-os. Os mesoteliomas desenvolvem-se, de modo geral, ao fim de 30 ou 40 anos de exposição ao amianto.
O cancro do pulmão está relacionado, em parte, com o grau de exposição às fibras de amianto; no entanto, entre as pessoas que sofrem de asbestose, o cancro do pulmão desenvolve-se quase exclusivamente naquelas que também fumam cigarros, em especial nas que fumam mais de um maço por dia.
Diagnóstico
Nas pessoas com antecedentes de exposição ao amianto, o médico pode, às vezes, diagnosticar asbestose com uma radiografia ao tórax que mostre as alterações características. De modo geral, a função pulmonar da pessoa é anormal e, ao auscultar o pulmão, podem ouvir-se sons anormais, as chamadas crepitações.
Para determinar se um tumor pleural é canceroso, o médico pratica uma biopsia (extracção de uma pequena porção de pleura para ser examinada ao microscópio). Pode-se também extrair e analisar o líquido que rodeia os pulmões (um procedimento denominado toracentese); no entanto, este procedimento não é habitualmente tão rigoroso como a biopsia.
Prevenção e tratamento
As doenças causadas pela inalação de amianto podem prevenir-se diminuindo ao máximo o pó e as fibras de amianto no local de trabalho.
Dado que o controlo do pó melhorou nas indústrias que utilizam o amianto, actualmente é menor o número de pessoas que sofrem de asbestose, mas os mesoteliomas continuam a aparecer em indivíduos que estiveram expostos até há 40 anos. O amianto deveria ser extraído por trabalhadores especializados em técnicas de extracção. Os fumadores que estiveram em contacto com o amianto podem reduzir o risco de cancro deixando de fumar.
A maioria dos tratamentos para a asbestose alivia os sintomas; por exemplo, a administração de oxigénio alivia a dispneia. Drenar o líquido à volta dos pulmões pode também facilitar a respiração.
Há casos em que o transplante do pulmão deu resultados muito positivos na asbestose. Os mesoteliomas são invariavelmente mortais; a quimioterapia não é eficaz e a extirpação cirúrgica do tumor não cura o cancro.

PPRA traz dúvidas para técnicos de segurança do trabalho



O maior índice de dúvidas dos técnicos que consultam o SINTESP está relacionado ao PPRA. As principais questões levantadas são sobre quem pode assinar o documento e sobre quem pode fiscalizá-lo. Para aqueles que ainda têm dúvidas nesses quesitos, as respostas são simples.


O técnico de segurança do trabalho pode assinar o PPRA e só cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego fazer a fiscalização. No entanto, o técnico de segurança deve tomar alguns cuidados. Não se deve usar a nomenclatura laudo no relatório de avaliação ambiental que acompanha o PPRA e sim parecer técnico. Também não se devem fazer conclusões da presença ou não de insalubridade, pois essa questão caracteriza um laudo e segundo o artigo 195 da CLT, o laudo é uma prerrogativa do médico do trabalho e do engenheiro.


A Nota Técnica do DSST nº 02, de 18 de fevereiro de 2004, afirma que apenas o MTE é competente para fiscalizar o cumprimento da NR-09 e assim o desenvolvimento do PPRA. Isso significa que os fiscais do sistema Crea/Confea não podem fiscalizar o PPRA. Essa confusão ocorre devido a uma resolução do sistema Crea/Confea que diz que só os engenheiros de segurança podem assinar o PPRA, mas isso é em relação a seus pares e não a outros profissionais. Trata-se de um ato administrativo que só pode ser aplicado aos engenheiros do sistema e não ao resto da sociedade, pois não tem força de lei. Assim o fiscal do sistema Crea/Confea pode fiscalizar se quem está assinando o PPRA é um engenheiro de segurança ou um engenheiro civil, por exemplo, o que seria proibido por essa resolução. Mas a fiscalização do desenvolvimento do PPRA como um todo é prerrogativa do MTE. Só ele poderá fiscalizar a ação do técnico de segurança, do médico do trabalho e do engenheiro de segurança sobre a NR-09 e o PPRA.


A NR-09 ainda aponta que o profissional encarregado para elaborar, implementar e acompanhar o PPRA deve ser um profissional capacitado para realizar essas atribuições. Fica a critério do empregador escolher os profissionais capazes, que devem ter o conhecimento técnico do processo produtivo e os riscos associados ao mesmo assim como de técnicas de avaliação e medidas de controle. Mas não há exigência de que esse deva ser um engenheiro de segurança, ou seja, o técnico de segurança assim como outro profissional capacitado pode fazer esse trabalho.


Fonte: Comunicação e Marketing do SINTESP

Segurança no Lar - Cozinhas



Junto com banheiros e escadas são os locais mais perigosos no lar.


a) Crianças não devem permanecer na cozinha.

b) Não transportar vasilhames com água quente da cozinha para o banheiro. Misturar a água na própria cozinha, pois sempre há o risco de esbarrar em alguém ou algo, se queimar ou queimar outras pessoas.

c) Posicionar-se corretamente diante do fogão: não expor o rosto a vapores dos líquidos ou frituras.

d) Nunca usar frigideiras, panelas ou outros com o cabo solto.

e) Os cabos das panelas devem estar posicionados para a parte de dentro do fogão, evitando que elas caiam sobre seu corpo.

f) Usar sempre um mexedor de frituras com o cabo longo.

g) Evitar salpicar água sobre o óleo fervente.

h) A panela de pressão é um equipamento delicado. O vapor interno provoca queimaduras e até explosão. A panela só pode ser aberta após resfriada.

i) Facas, chaves de fenda e assemelhados, não devem ser utilizados como abridor de latas.

j) Quando objetos de vidro, porcelana, lâmpadas quebrarem, reúna imediatamente os cacos e coloque-os em local apropriado, evitando deixá-los espalhados.

l) Facas afiadas e outros objetos perfurantes devem ser guardados em local apropriado, fora do alcance das crianças.

m) Nunca trabalhar na cozinha com bebê no colo.

quarta-feira, setembro 24, 2008

O QUE FAZER PARA O SESMT NÃO FUNCIONAR




Se por um lado nota-se que algumas empresas apresentam expressiva evolução no que diz respeito a prevenção de acidentes e doenças do trabalho - nota-se que muitas empresas ainda insistem em tratar o assunto com descaso. Pior do que isso - diante do fracasso das parcas e mal feitas iniciativas voltadas para a prevenção acabam atribuindo os resultados a aquelas supostas e velhas causas - entre elas a falta de cultura para a prevenção - ou outras que vem sendo repetidas desde os primeiros manuais para treinamento de CIPA ou desde as primeiras apostilas para treinamento dos inspetores de segurança.

Embora a questão da prevenção de acidentes em certos momentos tome vulto de complexidade - a bem da verdade é preciso que se diga - que ainda em muitos locais esbarra em fatores básicos. Tem-se a nitida impressão de que alguns empresarios e administradores esperam do SESMT verdadeiros milagres, visto que pouco ou nada investem e ao mesmo tempo cobram resultados. Tal postura fica entre a inocência e a insanidade.

Tal como qualquer outra área dentro de uma empresa - a segurança do trabalho carece de estrutura para sua implantação e pelo funcionamento. Esta estrutura tem diversos aspectos que vão de medidas administrativas a instalações adequadas. Sem observarmos ou analisarmos isso certamente estaremos na direção errada.

Neste artigo vamos tratar de alguns pontos relativos a O QUE FAZER PARA O SESMT NÃO FUNCIONAR. Se você ainda trabalha em uma empresa assim, esqueça uma cópia deste texto na mesa do seu Chefe. Se você é cipeiro - leve este assunto para a reunião. Se você é Chefe, olhe sua estrutura e repene o que fasendo.


REGRAS PARA FAZER COM QUE O SESMT NÃO FUNCIONE::


REGRA 1 - FAÇA MAL A SELEÇÃO DE PESSOAL DO SESMT

Em boa parte das empresas o não funcionamento começa já aqui. As contratações são feitas sem qualquer critério que não seja o menor salário. Observa-se isso nos classificados de jornais onde empresas de ramos de atividade conhecidos por sua quantidade de acidentes solicitam profissionais sem qualquer experiência e em muitos casos já no anuncio mencionando o desvio de função.

Quantas empresas conhecemos que contratam talentos da área de prevenção ? Poucas e raras. Mas por toda parte vemos e ouvimos falar em contratações mirabolantes para outras areas - muitas destas que nem de longe tem a complexidade e a importância da área de sgeurança e saúde - mas…….. talvez sejam politicamente mais importantes.

Enquanto tivermos a cultura de que pessoal de SESM é contratadoa apenas a partir da autuação por parte do MTE certamente seguiremos desta forma.


REGRA 2 - POSICIONE MAL O SESMT DENTRO DO ORGANOGRAMA DA EMPRESA

Esta regra é infálivel e quase sempre fatal. Fica claro que se o profissional mal selecionado tentar ainda de alguma forma esboçar algum tipo de iniciativa logo cairá no desanimo pois estará sempre sendo cerceado devido a sua posição dentro da empresa.

Trata-se de um ponto que merece bastante análise. Supostamente dentro das empresas espera-se que a área de prevenção de acidentes esteja proxima e presente nas demais áreas e reuniões. Interessante que para todas as demais áreas existem cargos - para a área prevencionista não. Rarissimas são as empresas com plano de carreira para nossa área e as que tem geralmente não passam do papel.

Além disso, onde geralmente "amarram" o SESMT ? Bem, o SESMT geralmente fica pendurado em alguma area insignificante - quando não - reporta-se diretamente ao Chefe de uma área das àreas que deve inspecionar. Tal situação carece de maiores explicações
Num futuro próximo talvez isso possa mudar um pouco. Com a chegada dos Sistemas de Gestão é bem possivel que comece-se a pensar um pouco na posição e poder de decisão do pessoal voltado para a prevenção de acidentes.

Com relação a cargos a coisa em nada muda. Fora as variaveis comuns pouco espaço resta dentro das estruturas para os profissionais de segurança. Quantas empresas no Brasil tem Diretor de Segurança e Saúde no Trabalho ? Tal área não carece desta figura ? Indo um pouco mais além, quantas empresas no Brasil tem Gerentes de Segurança e Saúde ? E isso ocorre, apesar da Segurança do Trabalho estar envolvida em decisões gerenciais.

Olhando especificamente a questão do Tecnico de Segurança - visto que ainda na maioria das empresas este atua sozinho - a falta de uma definição dentro do organograma da empresa cria serias difiiculdades - em especial porque as primeiras abordagens e os maiores problemas estão sempre na média liderança que invariavelmente só atende mediante a hierarquia.


REGRA 3 - REMUNERE MAL O SESMT

Isso também costuma não falhar. Pagando mal você acaba induzindo seu Engenheiro e Médico a fazer da atividade na sua empresa um mero bico e estar sempre correndo de um emprego para o outro, vivendo a lenda do pato, que anda, nada e voa e faz tres coisas muito mal feitas; Fará também com que seu Tecnico de Segurança viva empenhado em dar curso extrenos para garantir o orçamento. Terá uma equipa desmotivada e sme brilho e por consequencia - uma prevenção de acidentes mediocre - que tenha certeza vai diretamente no seu bolso.

Em muitas empresas costumam dizer que o que se paga ao SESMT é salário de mercado - o que poderia parecer bastante justo - se outras funções também fosse pagas nas mesmas condições. A realidade demonstra um quadro ruim - há poucos dias encontramos em um jornal vagas de Tecnico de Segurança do Trabalho com salários de 250 a 300,00 reais. Não é incomum encontrar vagas para Engenheiros de Segurança e Medicos do Trabalho com salários de 800 a 1.000,00.


REGRA 4 - DEFINA O PORÃO DA CAIXA D`ÁGUA COMO SALA PARA O SESMT

A coisa fica entre o folclore e o absurdo, mas muitos dos SESMT ainda não tem instalações compativeis com a importância do trabalho que fazem. Não é dificil encontrar profissionais de segurança e saúde no trabalho confinados em locais como porões, depositos, etc.

Lamentavelmente e este o tratamento dado aos profissionais que deveriam cuidar da segurança e saúde de muitas empresas que tem na porta placas dizendo : Nossos empregados, nossos maior patrimonio.

Parece brincadeira mas é sério


REGRA 5 - PROMOVA O DESVIO DE FUNÇÃO

Eis aqui um ponto bastante interessante. Por todo o pais - embora a NR 4 seja clara quanto ao assunto - o desvio de função é bastante comum. Encontramos Tecnicos de Segurança cuidando de portarias, correio interno, zeladoria, etc. Encontramos medicos Enferemeiros e Auxililiares de Enfermagem do trabalho fazendo medicina assistencial e Engenheiros de Segurança trabalhando em outras atividades.

Obviamente uma empresa que nao receonhece e entende a necessidade de dedicação integral do profissional a finalidade para a qual foi contratado nem de longe tem algum tipo de politica ou programa para a prevenção. Não entendem que o trabalhoa da prevenção tem momentos de estudo e de análise e que portanto deve ser possivel aos profissionais o tempo necessário. Empresas que utilizam o Tecnico de Segurança apenas como inspetor de luxo certamente acham que sobra tempo. O que nao entendem e que na verdade está mal definida a atuação deste profissional. O mesmo ocorre com o médico do trabalho, que quando dedica-se - geralmente em tempo parcial - a Medicina Assistencial - raramente consegue tmpo para ir ao chão de fábrica ou desenvolver programas voltados para a preservação da saúde do trabalhador.


REGRA 6 - NÃO INVISTA NA ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL DO SESMT

Esta é uma regra que poucos deixam de cumprir. A grande maioria dos profissionais de segurança e saúde no trabalho jamais tiveram qualquer outro treinamento que não fosse o curso de formação. Muitos dos profissionais que hoje estão no mercado trabalham ainda com dados e referencias da decada de 70 e 80 - imaginem isso em um mundo onde a cada hora ou dia temos centenas de inovações. O resultado e óbvio.

Muitas empresas nem ao menos disponibilizam meios para atualização mais simples como revistas, livros ou mesmo acesso a internet. Fica dificil entender o que podem esperar de um profissional que lida com quimica, mecanica, eletrica e eletronica, pisoclogia do trabalho e legislação


REGRA 7 - DESAUTORIZE O SESMT

Use sempre o clássico " aqui quem manda sou eu" e quando o SESMT tomar alguma ação faça questão de mandar que façam ao contrário e também orientar sua supervisão que faça o mesmo.


REGRA 8 - DESIGNE PESSOAS SEM EXPRESSÃO PARA A CIPA

Com muito cuidado a atual redação da NR 5 deixa claro que os indicados pelo empregador para compor a CIPA devem ser pessoas com poder de decisão. Vejam que a situação é tão caotica a ponto de algo do interesse das empresas ter que ser citado na legislação. Por toda parte a grande maioria das CIPA acabam sendo compostas por pessoas sem qualquer tipo de decisão e pior ainda - em sua maioria sem qualquer interesse pela questão prevencionista.

REGRA 9 - INIBA AO MÁXIMO A ATIVIDADE DO CIPEIRO

Muitos empresários reclamam que os assuntos de segurança e saúde são levados diretamente aos sindicatos quando na verdade gostariam de ter a oportunidade de discuti-los internamente. Importants seria darem uma olhada se a forma com que SESMT e cIPA estão colocados dentro do Sistema permite que isso ocorra. Poucos são os que realmente sabem valer-se do importante papel do Cipeiro que inclusive quando bem feito e baseado invariavelmente contribue com outras áreas da empresa , inclusive a qualidade.


REGRA 10 - NÃO SISTEMATIZE A PREVENÇÃO

Esta é uma forma de fazer com que a prevenção jamais saia do zero, que fique apenas dependendo da boa vontade e disposição de alguns poucos e sempre toda responsabilidade fique nas costas do SESMT.

Efeitos do Cigarro Sobre Alguns Parâmetros Fisiológicos





O hábito de fumar é prejudicial à saúde, influenciando negativamente a capacidade física.
A nicotina é a principal substância presente no fumo e, certamente, a mais prejudicial . O monóxido de carbono é outro componente da fumaça do cigarro que também prejudica a performance em atividades aeróbicas.


Porque as pessoas fumam?
O ato de fumar, aparentemente, reduz a ansiedade e auxilia as pessoas a se socializarem.
A fumaça do cigarro causa sensações desagradáveis no início, mas assim que a pessoa se vicia, o cigarro se torna uma necessidade. Segundo Finnegan e col. (1945), a dependência ao tabaco resulta da ação da nicotina sobre o sistema nervoso central.
Existem até casos absurdos de pessoas que escolhem fumar para conseguir emagrecer, o que é um grande equívoco .



De que é feito o Cigarro?
Além da nicotina, existem no cigarro uma série de substâncias como: cancerígenos, compostos radioativos, irritantes das vias respiratórias, alcatrão, monóxido de carbono e outros gases.
Mas a principal substância é a nicotina que é transferida para a fumaça e penetra no corpo através do sistema respiratório.
Sua velocidade de absorção no pulmão é comparável a de uma injeção intravenosa. Testes feitos com ratos observaram que a nicotina, ao ser injetada, se concentrava em locais como os rins, cérebro (maior concentração), supra-renais (maior concentração), fígado, intestino, miocárdio, glândulas salivares e retina.


Efeitos no organismo:
A nicotina tem um efeito estimulante assim que absorvida, apresentando fases estimulantes e depressoras do sistema nervoso central após sua absorção.
Ela também provoca um aumento da freqüência cardíaca, na freqüência respiratória e na pressão arterial por mecanismos diferentes de sua ação nas junções neuroefetoras, ou seja, aumentando o metabolismo geral sobrecarregando os sistemas e fazendo o corpo pagar caro por isso.

Testes feitos com cães, gatos e peixes observaram:
Inibição de reflexos;
Cessação total na salivação;
Aparecimento de convulsões do tipo Gran Mal em cães;
Convulsões e morte (doses elevadas);
Aparecimento de câncer na pele, pulmões e traquéia.

Em testes com seres humanos que receberam a mesma quantidade injetada de um cigarro, observaram:
Aparecimento de tremores;
Ação no sistema nervoso periférico (provocando uma estimulação passageira seguida de uma mais persistente depressão de todos os gânglios autônomos);
Afetar funções bulbares ( podendo trazer náuseas e vômitos)
Falhas respiratórias (paralisação de músculos respiratórios);
Efeitos anti-diuréticos;
Alteração nos reflexos espinhais e sistema nervoso autônomo;
Evidências de ocorrência de câncer;
Tosse, constrição dos tubos brônquios e a estimulação da secreção mucosa (devido as substâncias irritantes da fumaça);
Bronquite crônica e enfisema podem estar relacionadas com o hábito de fumar;
Síndrome respiratória do fumante: caracterizada por dispnéia, sibilos, constrição faríngea, dor torácica e infecções nas vias aéreas superiores (parece com a asma, mas some quando o indivíduo abandona o cigarro) .


Efeitos para a saúde do corpo:
Sobe a pressão Arterial (1° Cigarro, 2° Craque, 3° Heroína e 4°Maconha);
Aumenta a viscosidade do sangue (engrossa o sangue e desencadeia problemas cardíacos);
Aumenta a constrição venosa;
Na gravidez: criança nasce de baixo peso e tem dificuldades de aprendizagem;

Entre os gases que compõem a fumaça do cigarro, está o monóxido de carbono (CO). Ele se combina com a hemoglobina afetando a capacidade de transporte de oxigênio aos tecidos. A afinidade da hemoglobina pelo monóxido de carbono é 250 maior do que a sua afinidade pelo O². Sendo assim, a pequena quantidade de monóxido de carbono compete com uma grande quantidade de O².
Ao consumir o cigarro, a nicotina leva em torno de 8 segundos para entrar no cérebro e para ser eliminada leva de 30-60 minutos.
Testes em mães que amamentam detectaram uma boa quantidade de concentração de nicotina no leite, podendo causar danos ao bebê.
Cerca de 90% da nicotina da fumaça inalada é absorvida, sendo que aproximadamente 0,05-2,5 mg podem estar presentes na fumaça de um cigarro jogada no ar. Para efeito de comparação, cerca de 60 mg pode ser letal para o ser humano.


O tabagismo, além de ser um dos fatores para o aumento do risco coronariano, pode ser um dos melhores prognosticadores dessas doenças. Ele parece acentuar os outros fatores de risco. A morte por doença cardíaca nos fumantes é quase duas vezes maior que nos não fumantes.
O aumento da taxa de mortalidade por cardiopatia entre mulheres nos E.U.A. é quase paralelo ao seu maior consumo de cigarros. Surpreendentemente, esse risco é maior que o excesso de mortalidade dos fumantes devido ao câncer pulmonar.
Ao parar de fumar o risco de adquirir doenças do coração pára e se iguala ao dos não fumantes, apesar de nem sempre ser este o caso.


Sintomas observados naqueles que estão abandonando o cigarro:
A cessação do uso de tabaco pode ser seguida da "síndrome de abstinência ", que varia enormemente de pessoa para pessoa em intensidade e sinais específicos e sintomas.
Os sintomas mais encontrados durante as primeiras 24 horas da abstinência foram:

Náuseas;
Dores de cabeça;
Constipação;
Diarréia;
Fadiga ;
Insônia;
Sufocamento;
Irritabilidade (aumento da hostilidade), frustração e raiva.
Humor oscilante entre depressão e euforia;
Dificuldades de concentração;
Agitação Psicomotora;
Diminuição da Freqüência Cardíaca;

Sintomas que podem persistir por semanas:
Aumento no apetite (levando ao ganho de peso excessivo, se não controlado);
Falta de concentração ;
Ganho de peso (apetite e ansiedade);
Tosse;
Alto consumo de nicotina pelo organismo causando uma necessidade desenfreada de reposição (mulheres apresentam mais dificuldades que os homens).


Melhoras com o tempo:
Tosse e dificuldades respiratórias;
Após 20 minutos de abstinência a Pressão Arterial e pulsação voltam ao normal;
Após 2 horas, não há nicotina circulante no sangue (tomar bastante água);
Após 24 horas, o pulmão já começa a se limpar (tosse);
Após 2 dias, o olfato e paladar melhoram, podendo perceber cheiros e sabores;
Após 3 semanas, nota-se a respiração mais fácil;
Após 1 ano, os riscos de morte por infarto são diminuídos para a metade;
De 5-10 anos o risco de sofrer infarto fica quase zero, igualando a um não fumante;
Aos poucos a vontade que dá de fumar... passa;
Diminuição na freqüência cardíaca e pressão sanguínea acompanhado de um aumento no fluxo sanguíneo periférico (equilíbrio do metabolismo geral);
A abstinência favorece em casos de competições desportivas, provas de raciocínio e conhecimentos e testes físicos para obtenção de emprego.


Estatísticas:
Cerca de 25% dos americanos são fumantes;
Cerca de 2/3 dos indivíduos que procuraram ajuda formal pararam em poucos dias; mas destes, apenas 20-40% continuaram abstinentes um ano depois;
1/3 dos Brasileiros fumam;
11,2 milhões de mulheres fumam;
16,7 milhões de homens fumam;
90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina;
2,4 milhões de fumantes têm em média 5-19 anos


O porquê de não fumar:
Fumantes têm 10 vezes a mais de chances de ter câncer de pulmão;
Fumantes têm 50% a mais de chances de terem infarto que os não fumantes;
Fumantes têm 5 vezes mais chances de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar que os não fumantes;
Dependendo do grau de enfisema pulmonar, mesmo que o indivíduo suspenda o uso do cigarro se torna irreversível o processo (largar o quanto antes... os alvéolos uma vez danificados nunca se regeneram!);


Efeitos no Metabolismo:
O custo metabólico da respiração pode ser reduzido significativamente como resultado da abstinência. Observou-se uma redução de CO2 em apenas um dia de abstinência. Durante um exercício a 80% da Capacidade Aeróbica Máxima (VO2 máx), o custo da ventilação pulmonar representa 14% do consumo de O² em fumantes e de apenas 9% em não fumantes.

Atletas envolvidos em eventos que requerem resistência nunca fumam. Isto pode ser explicado pelo fato da fumaça do cigarro causar redução na função pulmonar e aumentar a quantidade de carboxiemoglobina, dificultando o transporte de O² do sangue.
Pesquisas apontaram uma melhora no desempenho de nadadores, velocistas, ciclistas em geral, apenas pela abstinência ao fumo. E eles reportaram terem se sentido melhor exercitando-se em uma condição de não fumante.


Dicas para PARAR de fumar:
Fugir da rotina;
Preparar-se para fugir das armadilhas (colegas oferecendo, companhias que fumam, etc...);
Beber muita água;
Mastigar chicletes e balas ou chicletes de nicotina como substituição ao cigarro;
Exercícios aeróbicos e relaxamento;
Evitar bebidas alcoólicas e café;
Escovar os dentes imediatamente após as refeições (quem fuma não tem paladar e quem fuma costuma substituí-lo após as refeições pelo cigarro);
Ficar atento a situações de estresse para não ter uma recaída;
Conscientizar-se dos males do cigarro e pensar negativamente nele, realmente enojar-se;
Pratique sempre um novo esporte (para ficar estimulado);


Métodos para PARAR de fumar:
Contrato de amigos (um ajuda o outro a parar);
Associação do cigarro com a aversão;
Diminuição controlada com Cardiologista;
Hipnose;
Acumputura;
Apoio social (grupos específicos);
Auto Ajuda;
Auto monitorização (lista de atividades e momentos que mais fuma);
Acompanhamento psicológico;


Obs: é importante que as pessoas não parem de uma só vez. Indivíduos que apresentam algum problema cardíaco e fumam por muitos anos, se param abruptamente podem sofrer uma carga de estresse muito grande prejudicando o sistema cardiovascular. O melhor método parece ser aquele feito lentamente até o abandono por completo. Procure um cardiologista para medicamentos e diminuição controlada da nicotina. Esta postura lhe trará ânimo e sucesso. E se não parar da primeira tentativa não desanimar... faz parte do processo!

(Fonte modificada: Revista Brasileira de Ciência e Movimento-Efeitos do cigarro, da nicotina e do monóxido de carbono sobre alguns parâmetros fisiológicos - uma revisão bibliográfica) 1989, Garcia, Emerson S. e Teixeira, Marcos M.- Fisiologia do Exercício - KATCH e McARDLE, 1992; Palestra ministrada na EEFUMG pelo Dr. Raimundo Nascimento - Cardiologista, )


Leia Mais:
O fumo ao ser tragado libera o hormônio endorfina?
Parar de fumar com a acupuntura

Sites americanos sobre o assunto:
Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia
Promoting Cessation of Tobacco Use


Abster-se do tabaco é sempre uma opção acertada para o ser humano.
Se você é fumante, não deixe para depois!
Você pode, você consegue.... muitos já chegaram lá!
"Nicotina no pulmão dos outros é ar fresco!" - Autor: Tarik

Prevenção de Acidentes com Eletricidade


Quando se trata de medidas preventivas de choque elétrico torna se obrigatório consultar 2 normas brasileiras : NBR 5410 e a NR 10.
A NBR 5410, intitulada de "Instalações Elétricas de Baixa Tensão", fixa condições de segurança nas instalações com tensão até 1000 Volts em corrente alternada e de até 1500 Volts em corrente continua.
Já a a norma regulamentadora NR-10 - Instalações e serviços com eletricidade, recomenda condições mínimas para garantir a segurança das pessoas, e estabelece critérios para proteção contra os riscos de contato, incêndio e explosão, dentre outros.
No ambiente de trabalho a responsabilidade dos serviços é do pessoal da manutenção, que detém grande experiência profissional no assunto, com isso a grande maioria dos trabalhadores se coloca na condição de usuário, cabe aqui uma ressalva ; os limites de atuação do usuário e do mantenedor são bem definidos.
Na ótica do usuário devemos destacar alguns aspectos :
a) O zelo pela conservação das máquinas e aparelhos operados é fundamental para preservar as condições de segurança.
b) É importante deixar as máquinas ligadas somente o tempo necessário para o uso, além de econômico a possibilidade de acidentes esta relacionada com o tempo de funcionamento da máquinas.
c) Não deixar cair pequenos objetos, dentro das máquinas, liquidos e outros materiais que possam provocar curto-circuito.
d) Não utilizar de improvisações, comunicar ao setor de manutenção qualquer irregularidade verificada nas máquinas e instalações.
REGRAS BÁSICAS

a) Utilizar materias, ferramentas e equipamentos dentro das normas técnicas.
b) Para medição dos circuitos utilizar apenas os instrumentos adequados, como Multimetros, Voltimetros e Amperimetros, evitando as improvisações, que costumam ser danosas.
c) Para trabalhar em segurança é necessário primeiro saber a maneira correta de funcionamento da máquina, qual o tipo de serviço a ser realizado, observar bem o local de trabalho levantando as possiveis interferências que poderão causar algum dano.
d) Trabalhar sempre com o circuito elétrico desligado, utilizar placas de sinalização indicando que o circuito ou a máquina estão em manutenção, evitar o uso de anéis, aliança, pulseiras, braceletes e correntes.
e) Ao abrir chaves, não permanecer muito próximo para evitar o efeito do arco voltaico, sempre que realizar manobras em chaves seccionadora ou disjuntores pelo punho pr'prio de acionamento, utilizar luvas de PVC com isolamento de acordo com a classe de tensão do circuito a operar.
f) Na alta tensão, alem de fazê-lo com o circuito desligado deve-se providenciar um aterramento multiplo das 3 fases do circuito.
g) E nunca é demais lembrar : EM SE TRATANDO DE LETRICIDADE A GRANDE ARMA DA PREVENÇÃO DE ACIDENTES É O PLANEJAMENTO.
A eletricidade não adimite improvições, ela não tem cheiro, não tem côr, não é quente nem fria, ela é fatal.

RISCO ZERO - Programas e Treinamentos de Seguran�a do Trabalho: RISCO ZERO - Treinamentos e Programas de Seguran�a do Trabalho

RISCO ZERO - Programas e Treinamentos de Segurança do Trabalho: RISCO ZERO - Treinamentos e Programas de Segurança do Trabalho

segunda-feira, setembro 22, 2008


O Risco da Exposição ao Sol na Construção Civil
( Traduzido livremente por Ricardo Mattos* )
Radiação UltravioletaRiscos à saúde fazem com que a proteção solar seja essencial no trabalho desenvolvido a céu aberto, como é o caso da construção civil. A radiação ultravioleta (UV) está nos atingindo diariamente, proveniente do sol. Embora os raios sejam invisíveis, o seu efeito na pele pode ser visto e sentido quando uma exposição prolongada resulta em queimaduras dolorosas. Com a depreciação da camada de ozônio na atmosfera da Terra, cresceram os riscos da exposição à radiação ultravioleta. Isso causou o crescimento da preocupação sobre o assunto em todo o mundo.
A radiação ultravioleta ocupa a faixa entre a luz visível e o raio-X, no espectro eletromagnético. Os raios UV têm comprimento de onda mais curtos do que a luz visível. Comprimentos de onda são medidos em nanômetros (nm), que representam um bilionésimo do metro ( 1nm = 1 x 10-9 m ).
A radiação ultravioleta pode ser dividida em três categorias, de acordo com os comprimentos de onda, conforme mostrado a seguir:
UV-A
320 – 400 nm
UV-B
290 – 320 nm
UV-C
100 – 290 nm
Os raios UV-C do sol, entretanto, não representam uma preocupação porque os comprimentos de onda mais curtos que 290 nm são filtrados pela camada de ozônio, na atmosfera, e não alcançam a superfície da terra.
A superexposição à radiação UV leva à dolorosa vermelhidão da pele – a queimadura. A pele pode ficar bronzeada, ao produzir melanina para se proteger. Embora essa pigmentação escura bloqueie parcialmente os raios, a proteção está longe de ser completa e danos à pele ainda acontecem. Como se vê, o bronzeado que há tanto tempo vinha sendo associado com saúde e boa aparência é, na verdade, um sinal de uma pele danificada.
Cada exposição aos raios ultravioletas é armazenada em nossa pele. O bronzeado pode desaparecer no inverno mas o dano causado pela exposição à UV é cumulativo. A exposição crônica ou prolongada à radiação ultravioleta tem sido relacionada com diversos efeitos à saúde, incluindo o câncer de pele, envelhecimento prematuro da pele e problemas nos olhos.
Quiemaduras solares com bolhas, sofridas durante a infância e adolescência são consideradas como origem para um melanoma, a mais perigosa forma de um câncer de pele. Melanomas podem gerar metástases para outras pasrtes do corpo e levar à morte. Para pessoas com três ou mais queirmaduras com bolhas antes dos vinte anos, o risco de desenvolverem melanoma é quatro a cinco vezes maior do que para aqueles que não tiveram esse tipo de ocorrência.
Pessoas que trabalham a céu aberto, por três ou mais anos, ainda como adolescentes, têm três vezes maior risco do que a média de desenvolverem um melanoma. Hereditariedade também pode ser um fator com 10 % dos casos de melanoma ocorrendo em família.
Além disso, pessoas com a pele clara, louras ou ruivas ou ainda com marcas, sardas ou sinais nos braços, rosto ou nas costas são mais propícias a adquirir melanoma.
UV-A e UV-BA exposição a luz solar geralmente resulta na exposição tanto à UV-A quanto à UV-B.
Exposição à UV-B causa queimaduras, produção de melanina, desgaste da camada mais externa da pele e danos aos tecidos que compõem a pele. A exposição à UV-B também é carcinogênica. Na verdade, ela é a primeira causa de cânceres de pele que não sejam melanomas.
A radiação UV-A penetra mais profundamente do que a UV-B, danificando as estruturas internas da pele e acelerando o seu processo de envelhecimento.
O câncer de pele pode resultar da radiação ultravioleta, vinte ou trinta anos após a exposição.
Danos aos olhosA radiação UV pode danificar os olhos assim como a pele. Um estudo recente foi feito com pescadores que permaneciam muito tempo na água e estavam expostos não somente à luz direta mas também à luz refletida do sol. Os pescadores que não protegiam seus olhos do sol tiveram mais de três vezes a incidência da forma mais comum de catarata do que aqueles que protegiam seus olhos regularmente.
ProteçãoPara se proteger dos raios ultravioletas, use filtro solar, utilize óculos escuros com proteção UV e procure não se expor ao sol no final da manhã e no início da tarde, quando os raios são mais intensos.
Qualquer pessoa que fique muito tempo exposta ao sol deve usar filtro solar. Usado corretamente, o filtro solar irá reduzir a intensidade do dano à pele, pelo boqueio dos raios UV. Os filtros solares devem ter no rótulo a indicação do fator de proteção solar ( FPS ). Esse fator – FPS – estima a quantidade de proteção oferecida contra a radiação UV-B. Quanto maior o número do FPS, maios será a proteção à UV-B. Utilizar um filtro solar com FPS 15 permite a você ficar ao sol 15 vezes mais tempo do que você ficaria sem o filtro e sofrer o mesmo nível de exposição. Filtros de largo espectro devem ser utilizados e devem ter um FPS maior ou igual a 15. Coloque o filtro solar 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplique generosamente a cada duas ou quatro horas.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Segurança no Lar PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS


O fogo surge da combinação simultânea de um combustível (o que queima), o calor e o oxigênio.
Quando uma substância combustível se aquece, em determinada temperatura crítica, ela se inflamará e continuará queimando enquanto houver combustível, temperatura adequada e oxigênio no ambiente.
Os três elementos citados formam o que se chama de triângulo do fogo: se algum deles for eliminado ou isolado dos demais, não ocorrerá o fogo.
O calor pode ser eliminado por resfriamento. O oxigênio por abafamento. O combustível, mantendo-o em um local onde não haja calor suficiente para a sua inflamação.
O fogo gera calor, que pode causar a combustão ou a fusão dos materiais atingidos e danos como trincas e rachaduras nas estruturas.
Na extinção do fogo podemos:
ELIMINAR O CALOR: quando o principal agente é a água, podendo ser usada sob a forma de jato pleno, pulverizada ou com jato de água e espuma.
ELIMINAR O OXIGÊNIO: quando se provoca o abafamento, cobrindo-se o local com material incombustível como a espuma química, pó químico seco, gás carbônico e agente mecânico.
RETIRADA DO MATERIAL COMBUSTÍVEL.
Regras de Prevenção:
01. Não estocar materia junto aos extintores e hidrantes;

02. Não sobrecarregar instalações elétricas;

03. Apagar fósforos e cigarros antes de jogá-los fora;

04. Transportar e guardar líquidos inflamáveis em recipientes apropriados, inquebráveis e tapados;

05. Não jogar líquidos inflamáveis em esgotos, ralos, etc;

06. Armazenar o botijão de gás em local fresco e ventilado;

07. Ao sentir cheiro de gás, não acenda a luz, nem fósforos. Abra todas as portas e janelas e remova o botijão para um local ventilado.

08. A válvula de comando do fogão à gás só deve ser aberta depois de aceso o fósforo;

09. Ao utilizar o forno verificar se não existe gás acumulado por vazamento;

10. Ao se ausentar da casa, deixe a válvula do botijão fechada;

11. Não amolecer cera de assoalho no fogo;

12. Não fabricar cera líquida em casa acrescentando gasolina ou solvente

Segurança no Lar ELETRICIDADE



Ter contato com eletricidade , quando se desconhecem os seus princípios, suas causas ,seus efeitos e seus perigos é tarefa que pode ocasionar severos riscos pessoais e materiais.
A eletricidade é conduzida através de condutores (fios) e consumida em nossas casas por eletrodomésticos, na iluminação, etc. Ao fuir, a energia elétrica se desloca de um ponto a outro do circuito, da mesma forma que a água se desloca nos canos: ela é pressionada através dos fios como a água nos canos e os condutores resistem à passagem da corrente da mesma forma que os canos resistem a passagem de água.
A quantidade de energia que se desloca é medida em unidades que chamamos de Amperes. A pressão com que flui a energia nos condutores é medida em unidades que chamamos de Volts. A resistência que se opõe à passagem da energia no condutor é chamada de resistência ôhmica e é medida em Ohms.
Existe uma relação entre estes valores através da Lei de Ohm, que é de fundamental importância para que se entenda o choque elétrico, a causa mais freqüente de acidentes com a eletricidade.
Nosso corpo, embora não seja um excelente condutor de eletricidade, apresenta características de condutor. Quando uma corrente passa através do corpo humano, provoca os efeitos que chamamos de " choque elétrico" .A intensidade do mesmo terá uma gravidade que depende dos seguintes fatores:
Intensidade da corrente;
Tempo de exposição da pessoa à corrente;
Freqüência da corrente;
Percurso da corrente no corpo;
Sensibilidade individual.
Os efeitos que vão desde o formigamento, passam pela lesão muscular, queimaduras e vão até causar a morte, também são influenciados pela condições ambientais, como umidade, suor, isolamento, etc.
Ao analisarmos as causas dos acidentes com eletricidade, vemos que na maioria das vezes ocorre uma condição insegura e o desconhecimento ou negligência aos princípios fundamentais sobre os fenômenos elétricos.
Entre as condições inseguras citamos os contatos acidentais que causam choques e curto-circuitos. Ocorrem por emendas mal feitas; fios sem isolamento; fios soltos sobre as superfícies de trânsito; equipamentos de baixa qualidade; equipamentos não protegidos. Os contatos defeituosos dificultam a passagem da corrente elétrica e são geralmente causados por soldas deterioradas ou mal feitas, fios amarrados sem cuidados.
As sobrecargas geram calor excessivo nos circuitos e são, geralmente, causadas pela ligação de diversos aparelhos em um mesmo circuito.
Para evitarmos atos inseguros devemos praticar atos seguros:
Evitar tocar em fios sem saber se estão ligados na rede elétrica, muito menos se estiverem desencapados;
Aterrar os equipamentos de maior potência, como geladeira, forno de microondas e ar condicionado: qualquer defeito no circuito elétrico pode conduzir corrente para a carcaça, causando choque;
Revisar as instalações elétricas da casa regularmente por pessoa habilitada;
Evitar benjamins e não ligar vários aparelhos na mesma tomada;
Usar sapatos em casa, de preferência com solado de material isolante, como borracha;
Colocar protetores nas tomadas para prevenir choques em crianças;
Desligar disjuntores sempre que for mexer na rede elétrica da casa, mesmo para trocar uma lâmpada;
Nunca tentar consertar aparelhos elétricos e eletrônicos em casa;
Nunca mexer em conexões e fios de extensão ligados na tomada;
Isolar as instalações do material combustível;
Não usar fusíveis de capacidade acima da indicada;
Não colocar arames ou moedas no lugar de fusíveis;
Nunca deve haver qualquer aparelho elétrico ao alcance de quem se encontra imerso em uma banheira ou piscina ou em banho de chuveiro;
Com as mãos, roupas ou calçados molhados, não mexer em eletricidade;
Crianças não devem soltar pandorgas perto de fios de eletricidade;
Não deixe ventiladores ligados ao alcançe de crianças;
Ao sair de casa verifique se eletrodomésticos, tais como rádios, ar condicionado , aparelhos de som e aquecedores elétricos estão desligados;
Nunca use um fio ligado diretamente na tomada sem a flecha;
Nunca puxe pelo fio ao desligar aparelho da tomada.
A fiação elétrica deve ser embutida em letrodutos (conduítes) ou deve estar fora do alcance de pessoas.

quarta-feira, setembro 17, 2008

A Importância do Serviço de Medicina e Segurança do Trabalho






A importância da contratação de serviços de medicina e segurança do trabalho
Apesar da exigência legal para que todas as empresas mantenham serviços de medicina e segurança do trabalho (artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT), muitas empresas, em especial micro e pequenas, optam pela terceirização desses serviços, utilizando muitas vezes como critério único os preços praticados por tais prestadoras de serviços. A importância da escolha correta desse tipo de serviço vai além do atendimento imediato da legislação. Na verdade o grande risco embutido na contratação de serviços inidôneos, ou seja, que não tenham competência técnica comprovada, está na possibilidade de surgimento futuro de condenações trabalhistas. Para ilustrarmos essa situação usaremos como exemplo a contratação de um serralheiro. Este profissional está exposto a um risco maior de comprometimento de sua audição. Imagine se por negligência, imprudência ou imperícia um profissional com a audição comprometida for considerado apto ao trabalho? O que poderá acontecer no futuro? Uma hipótese real é a da Justiça do Trabalho vir a condenar tal empresa à indenização por danos morais e patrimoniais por considerar que a perda auditiva apresentada pelo referido profissional ocorreu durante o tempo em que ele trabalhou naquela empresa, uma vez que o exame médico admissional o considerou apto ao exercício de suas funções. Vale ressaltar que este tipo de condenação costuma alcançar altos valores. Desta forma o essencial no momento da contratação de serviços de medicina e segurança do trabalho deve ser a qualidade do serviço prestado, e não só preço apresentado. Assim sendo é importante pesquisar o histórico da prestadora desse tipo de serviços, verificando inclusive se a empresa e seus profissionais estão devidamente registrados junto aos órgãos de fiscalização e também junto aos respectivos conselhos, além de consultar outras empresas que já utilizem seus serviços. A adoção desses cuidados básicos resultará não só na tranquilidade do empresário, mas também evitará futuros prejuízos.
Boris Hermanson Consultor - Sebrae-SP

terça-feira, setembro 16, 2008

Histórico da Segurança do Trabalho

HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO
Com suas próprias armas, o homem primitivo corria riscos de ferir-se ou
ferir membros de sua comunidade ao defrontar-se com feras. Na idade média, a
força produtiva era dominada pelos artesãos. Os acidentes ocorriam, mas sua
freqüência e gravidade não causavam preocupações, pois a atividade era ensi-
nada juntamente com orientação para evitá-los.
Com a produção de bens de consumo em escala comercial, a denominada
“Revolução Industrial”, o processo produtivo sofreu modificações e com isso
aumentaram os acidentes do trabalho. O trabalhador procurava justificar que
não tinha culpa e evitava procurar seus direitos, temendo a demissão.
Na metade do século XIX, um movimento organizado conseguiu atingir
todas as classes sociais para reformular a legislação, buscando garantias de
proteção ao trabalhador, que, aos poucos, conquistava alguns direitos. O empre-
gador foi levado a assumir responsabilidades e garantir condições seguras no
ambiente de trabalho.
No início da década de 1930, o Brasil entra na “Revolução Industrial”, mas
conquista o título de Campeão Mundial de Acidentes do Trabalho na década
1970. As primeiras iniciativas com objetivo de prevenção foram tomadas por
empresas estrangeiras na década de 20.
Em 1934, criou-se a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho para
preservar a saúde do trabalhador. Em 1941, foi fundada a Associação Brasileira
para a Prevenção de Acidentes. Mas, somente em 1944, a classe trabalhadora
teve uma legislação a seu favor, vigorando o Capítulo V do Título II – da Segu-
rança e Medicina do Trabalho - da Consolidação das Leis do Trabalho (C.L.T.).
A obrigatoriedade em empresas tornou-se realidade em 27 de julho de
1972, através da Portaria nº. 3.237. Recentemente, a assinatura de duas portari-
as pelo Ministério do Trabalho, Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional (PCMSO) e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA),
criou a possibilidade de um efetivo controle dos riscos de acidente do trabalho

sábado, setembro 13, 2008

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

Nas muitas atividades de trabalho existem inúmeros e minúsculos contaminantes que ficam suspensos no ar.
O ar que respiramos é composto de aproximadamente 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Nesta combinação, estes gases mantêm a vida. Sua saúde depende do ar puro que você respira, porém quando outras substâncias estão presentes, você está sujeito, a irritações, indisposições, problema de saúde e até mesmo a morte.

Os riscos em um ambiente de trabalho, muitas vezes, não são percebidos
Qual o papel da empresa? Sua empresa deverá inspecionar regularmente os locais de trabalho para identificar e avaliar a natureza dos riscos que podem estar presentes. Também proporcionar aos seus funcionários a proteção respiratória adequada, bem como informações e treinamento, sobre o uso correto dos equipamentos.
Você também desempenha um importante papel. Depois de selecionar o respirador apropriado deve utilizá-lo sempre que estiver em uma área que necessite de proteção respiratória. Para sua própria segurança, verifique se o seu respirador está se ajustando bem ao rosto e se é necessário algum reparo.
Também deve comunicar à sua supervisão se houver problemas com o equipamento ou se você tem alguma enfermidade como asma, alergias ou pressão arterial elevada, que o impeça de usar um respirador.
Você e sua empresa podem trabalhar juntos para proteger a saúde dos trabalhadores em situação perigosa.

CONHECENDO OS RISCOS
É importante conhecer os possíveis riscos que podem afetar a sua saúde. Simplesmente porque o ar parece puro, não significa que não existem riscos, muitas das vezes eles não são visíveis e nem têm cheiro.
Se você conhecer a existência dos perigos, poderá proteger-se deles.
De forma geral, as atividades de trabalho podem apresentar as seguintes situações de risco ao sistema respiratório:

Poeiras, fumos e névoas

São pequenas partículas que permanecem suspensas no ar, podendo ser facilmente inaladas
As poeiras são formadas quando um material sólido é quebrado, moído ou triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará suspensa no ar, sendo maior a chance de ser inalada. Ex: minério, madeira, poeiras de grãos, amianto, sílica, etc.

Os fumos ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e resfriado rapidamente, formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. Ex: soldagem, fundição, extrusão de plásticos, etc.
As névoas são encontradas quando líquidos são pulverizados, como operação em pinturas. São formadas normalmente quando há geração de spray.
Gases e Vapores
São substâncias que têm a mesma forma do ar, por isso se misturam perfeitamente a ele, e passam pelos pulmões, atingindo a corrente sangüínea, atavés da qual chegam a todos os órgãos do corpo humano, como cérebro, rins, fígado, etc.
Os gases são substâncias não líquidas ou sólidas nas condições normais de temperatura e pressão, tais como oxigênio, nitrogênio, gás carbônico, etc.
Os vapores ocorrem através da evaporação de líquidos ou sólidos, geralmente são caracterizados pelos odores (cheiro), tais como gasolina, querosene, solvente de tintas, etc.

Deficiência de Oxigênio

Um ar limpo é composto, normalmente por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Uma pessoa em repouso respira de 20 a 30 litros de ar por minuto. Quando está realizando algum trabalho ou fazendo exercícios físicos, o consumo de ar aumenta para 30 a 40 litros por minuto. A deficiência de oxigênio pode ocorrer em locais fechados, onde a porcentagem de oxigênio é muito baixa. Deve-se normalmente a uma reação química, um processo de combustão (um incêndio), à presença de um gás que desloca o oxigênio ou o consumo do oxigênio do ar por microorganismos.

Temperaturas extremas

Um ar muito quente ou muito frio também pode ser perigoso, dependendo da temperatura e do tempo que uma pessoa está exposta ao ambiente.

EFEITO DOS CONTAMINANTES À SAÚDE


Sistema Respiratório
Um fantástico mecanismo natural a nossa serviço. Sua finalidade é absorver o oxigênio do ar e transferi-lo para o sangue. Durante a respiração, o ar penetra pelo nariz ou boca, e através da traquéia atinge os pulmões. Nos pulmões, o ar ainda passa por pequenos tubos (bronquíolos), até chegar aos alvéolos, onde o oxigênio é transferido para a corrente sangüínea. Nesta fase do processo, os alvéolos trocam o oxigênio pelo gás carbônico do sangue (que é o gás residual não aproveitado pelos órgãos do corpo) e o transfere para ser expirado. O oxigênio é então distribuído pelo sangue por todos os órgãos do corpo humano, os quais realizarão suas funções distintas. Como podemos ver, o sistema respiratório é de fundamental importância para a realização do milagre da vida. Alguns contaminantes provocam reações imediatas no organismo como tosse, tonturas, dores de cabeça, espirros ou falta de ar. Existem, porém, doenças provocadas por certos ares, que só são descobertas após vários anos de exposição.
Defesas naturais do organismo
O corpo humano tem um incrível sistema respiratório que leva o ar contendo oxigênio para os pulmões. Para que possamos respirar um ar limpo e normal, as defesas do nosso organismo agem como purificadores de ar.

Pêlos: os pêlos do nariz , servem para segurar e prender as partículas maiores que inalamos juntos com o ar.

Cílios: os cílios são pequenos pêlos, que auxiliam no trabalho de purificação do ar. Pulsando 10 a 12 vezes por segundo, eles movimentam as partículas que possam ter passado pelo nariz, de modo que seja possível expectorá-las.

Muco: as vias respiratórias possuem uma substância líquida chamada muco, que serve, juntamente com os cílios, para arrastar essas partículas até a garganta. A tosse é um reflexo do corpo que expulsa e joga fora essas partículas.

Doenças

Apesar das defesas naturais, alguns contaminantes conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e causar algumas doenças, como as pneumoconioses. Veja abaixo alguns exemplos de pneumoconioses:

Silicose - é causada por partículas da sílica, muito comum nas indústrias cerâmicas, minerações, pedreiras e metalúrgicas, provocando uma redução na capacidade respiratória.

Abestose - é causada pelas fibras do abesto (amianto), provocando redução na capacidade de trânsferência de oxigênio para o sangue, além de câncer.

Antracose - também conhecida como "doença do pulmão preto" ou "doença dos mineiros". É causada pela inalação de partículas de carvão mineral.

Bissinose - é causada principalmente pelas partículas de algodão, comum nas indústrias têxteis. Provocam redução na capacidade respiratória, febre e tosses freqüentes.

Pulmão dos fazendeiros - é provocada pala inalação de partículas dos cereais (sementes), madeiras ou fenos. Causam um tipo de cicratização nos pulmões, febre, calafrios, tosse, dores musculares e redução na capacidade de respiração.

Doenças mais comuns - bronquites, resfriados crônicos, alergias e sinusites são também provocadas pela inalação de contaminantes.

COMO SE PROTEGER DOS CONTAMINANTES

Uma das formas de proteger o trabalhador contra a inalação de contaminantes atmosféricos é através do uso de Equipamento de proteção Respiratória (EPR).
Estes equipamentos, popularmente conhecidos como respiradores (máscaras), são constituídos por uma peça que cobre, no mínimo, a boca e o nariz, através da qual o ar chega à zona respiratória do usuário, passando por um filtro ou sendo suprido por uma fonte de ar limpa.
Os respiradores filtrantes são geralmente compostos de várias camadas de filtros, que retém certos contaminantes suspensos no ambiente de trabalho.

SELECIONANDO O RESPIRADOR ADEQUADO

Existem basicamente, duas classes de respiradores: os que filtram o ar do ambiente local são chamados de purificadores de ar; e os respiradores que recebem o ar de uma fonte externa ao ambiente de trabalho, os de ar mandado (ou linha de ar comprimido) e a máscara autônoma.
Ainda, os respiradores podem ser: peça semifacial ou peça facial inteira. Na classe de repiradores de ar, temos:

Respiradores semifaciais sem manutenção

Estes respiradores auto-filtrantes podem ser destinados à proteção contra a inalação de partículas, gases ou vapores, dependendo do tipo de contaminante e filtros existentes. Se este contaminante é uma partícula, será necessário um filtro mecânico. Para os gases e vapores será um filtro químico, composto de carvão ativado ou outro adsorvente.
Estes respiardores cobrem o nariz e a boca, e como qualquer outro respirador, devem ser ajustados e usados corretamente, sendo necessários trocá-los sempre que estiverem saturados ou deformados, não precisando de reparos ou trocas de peças.

Respiradores semifaciais reutilizáveis (purificadores de ar)

Como o nome diz estes respiardores semifaciais cobrem a região do nariz e da boca. Normalmente são compostos por uma peça feita de borracha, silicone ou outro elastômero e a purificação do ar é feita através da colocação de filtros e ou cratuchos para partículas, gases ou vapores; que deverão ser trocados sempre que estiverem saturados; isto é, quando a pessoa estiver sentindo ou gosto do contaminante.
Para que haja proteção contra os contaminantes é muito importante que se utilize o filtro correto para cada situação.
Além disso, nunca se esqueça de ajustar o respirador no rosto e examiná-lo, verificando se está em perfeito estado de uso.

Respiradores de peça facial inteira (purificadores de ar)

Os respiradores peça facial inteira protegem além do sistema respiratório, também os olhos. Além disso, são recomendados para ambientes com concentrações mais altas de contaminantes do que as peças semifaciais.
Podem ser utilizados com filtros para eliminar poeiras, fumos, névoas, gases ou vapores de ar.
Se compararmos, quando utilizamos um respirador tipo peça semifacial podemos reduzir em 10 vezes a concentração do contaminante no ambiente; já se usarmos a peça facial inteira podemos obter no mesmo ambiente uma redução de 100 vezes a concentração do contaminante.
Esta diferença deve-se ao fato de que o respirador facial inteiro envolve todo o rosto permitindo uma melhor vedação. Estes respiradores vedam a região da testa, uma superfície mais plana, se comparada ao nariz.

Respiradores com suprimento de ar

Os equipamentos de suprimento levam o ar através de uma traquéia plástica para dentro do respirador.
Este ar pode estar sendo enviado por um ar comprimido ou um conjunto de cilindros de ar comprimido (linha de ar comprimido); ou no caso das máscaras autônomas de ar é armazenado em um cilindro, sob alta pressão dando maior mobilidade ao usuário.
A autonomia de ar destes equipamentos é de normalmente de 30 a 60 minutos, dependendo da atividade que será realizada e das dimensões e pressão do cilindro.
Certos tipos de respiradores com suprimento de ar protegem contra deficiência de oxigênio, concentrações muito elevadas de poeiras, fumos, névoas, gases e vapores, onde os respiradores purificadores de ar não podem ser utilizados.

COMO IDENTIFICAR UM BOM RESPIRADOR

Para que o respirador seja adeqaudo e garanta uma eficiente proteção respiratória, devemos considerar as seguintes características:


Eficiência do filtro - A qualidade do elemento filtrante é muito importante para a adequada proteção respiratória. É muito importante que se faça a escolha do filtro apropriado para cada situação e contaminante.


Vedação - Um respirador que não se ajusta bem à face não dará uma boa vedação, e não estará protegendo o usuário, uma vez que os contaminantes entrarão pelas deficiências de vedação.


Tempo de uso - Após ter sido selecionado, com base nos riscos existentes no ambiente de trabalho, o respirador deve ser usado por todo o tempo em que você permanecer no ambiente contaminado. A exposição a estes ambientes, mesmo que por curtos períodos pode causar doenças ocupacionais ou até mesmo a morte.

COMO IDENTIFICAR UM BOM RESPIRADOR

Para que o respirador seja adeqaudo e garanta uma eficiente proteção respiratória, devemos considerar as seguintes características:

Eficiência do filtro - A qualidade do elemento filtrante é muito importante para a adequada proteção respiratória. É muito importante que se faça a escolha do filtro apropriado para cada situação e contaminante.

Vedação - Um respirador que não se ajusta bem à face não dará uma boa vedação, e não estará protegendo o usuário, uma vez que os contaminantes entrarão pelas deficiências de vedação.

Tempo de uso - Após ter sido selecionado, com base nos riscos existentes no ambiente de trabalho, o respirador deve ser usado por todo o tempo em que você permanecer no ambiente contaminado. A exposição a estes ambientes, mesmo que por curtos períodos pode causar doenças ocupacionais ou até mesmo a morte.

COMO COLOCAR ADEQUADAMENTE UM RESPIRADOR

Sem manutenção

1. Leve o respirador ao rosto, apoiando-o inicialmente no queixo e depois cobrindo a boca e o nariz. Puxe o elástico superior, ajustando-o bem, acima das orelhas. depois faça o mesmo com o elástico de baixo, passando-o pela cabeça e ajustando-o na nuca.
2. Com dois dedos de cada mão pressione a peça de alumínio de forma a moldá-la ao seu formato de nariz.
3. Para verificar o ajuste, coloque as mãos na frente do respirador cobrindo toda sua superfície e inale. O ar não deve passar pelas laterais.

De borracha, silicone ou elastômero

1. Coloque o respirador no rosto e posicione o elástico superior sobre a cabeça. Encaixe os elásticos inferiores (de baixo) ligando as presilhas atrás do pescoço.
2. Puxe as extremidades dos elásticos superiores, e depois os inferiores, para fazer o ajuste do respirador ao rosto.
3. Verificação de vedação com pressão positiva: Coloque a palma da mão sobre a válvula de exalação e assopre suavemente várias vezes. A peça facial deverá se expandir suavemente sem ocorrer vazamento.
4. Teste de pressão negativa: Coloque as mãos sobre os cartuchos e/ou filtros e inale profundamente várias vezes. A peça facial deverá comprimir levemente contra o rosto sem ocorrer vazamento.

CUIDADOS COM O RESPIRADOR

Para que o respirador possa ter um bom tempo de duração e conservação, são necessários alguns cuidados do usuário. Antes de entrar em uma área contaminada, verifique se o respirador não está danificado.
No caso de respiradores com filtros recambiáveis, lave o respirador em água corrente com detergente neutro, como indicam as instruções; retirando as peças se necessário. Caso os filtros e cartuchos estiverem saturados troque-os por novos. Não suje nem danifique a parte interna do respirador, que ficará em contato com a região da boca e do nariz. Se estiver que manusear seu respirador com as mãos sujas, pegue-o pela parte externa. Não o deixe sobre equipamentos ou lugares sujeitos a poeiras ou contaminantes.
Ao fim do trabalho ou nos intervalos de descanso, guarde o respirador em um saco plástico e coloque-o em lugar apropriado (gaveta, armário, etc.). Se sentir dificuldade na respiração, cheiro ou gosto do produto que está trabalhando, pode ser que esteja na hora de trocar de respirador (respiradores sem manutenção) por um novo, ou substituir os filtros (respiradores com manutenção).
A barba impede o ajuste e vedação adequados do respirador, facilitando a passagem dos contaminates. Por isso pessoas com barba não devem usar respiradores que necessitem vedação facial.
Em caso de dúvida ou pra informação adicioanl, procure o responsável pela segurança de sua empresa.

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

Nas muitas atividades de trabalho existem inúmeros e minúsculos contaminantes que ficam suspensos no ar.
O ar que respiramos é composto de aproximadamente 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Nesta combinação, estes gases mantêm a vida. Sua saúde depende do ar puro que você respira, porém quando outras subtâncias estão presentes, você está sujeito a irritações, indisposições, problemas de saúde e até mesmo a morte.
Os riscos em um ambiente de trabalho, muitas vezes, não são percebidos
Qual o papel da empresa? Sua empresa deverá inspecionar regularmente os locais de trabalho para identificar e avaliar a natureza dos riscos que podem estar presentes. Também proporcionar aos seus funcionários a proteção respratória adequada, bem como informações e treinamento, sobre o uso correto dos equipamentos.
Você também desempenha um importante papel. Depois de selecionar o respirador apropriado deve utilizá-lo sempre que estiver em uma área qyue necessite de proteção respiratória. Para sua própria segurança, verifique se o seu respirador está se ajustando bem ao rosto e se é necessário algum reparo.
Também deve comunicar à sua supervisão se houver problemas com o equipamento ou se você tem alguma enfermidade como asma, alergias ou pressão arterial elevada, que o impeça de usar um respirador.
Você e sua empresa podem trabalhar juntos para proteger a saúde dos trabalhadores em situação perigosa.



CONHECENDO OS RISCOS



É importante conhecer os possíveis riscos que podem afetar a sua saúde. Simplesmente porque o ar parece puro, não significa que não existem riscos, muitas das vezes eles não são visíveis e nem têm cheiro.
Se você conhecer a existência dos perigos, poderá proteger-se deles.
De forma geral, as atividades de trabalho podem apresentar as seguintes situações de risco ao sistema respiratório:
Poeiras, fumos e névoas
São pequenas partículasque permanecem suspensas no ar, podendo sere facilmente inaladas
As poeiras são formadas quando um material sólido é quebrado, moído ou triturado. Quanto menor a partícula, mais tempo ela ficará suspensa no ar, sendo maior a chance de ser inalada. Ex: minério, madeira, poeiras de grãos, amianto, sílica, etc.
Os fumos ocorrem quando um metal ou plástico é fundido (aquecido), vaporizado e resfriado rapidamente, formando partículas muito finas que ficam suspensas no ar. Ex: soldagem, fundição, extrusão de plásticos, etc.
As névoas são encontradas quando líquidos são pulverizados, como operação em pinturas. São formadas normalmente quando há geração de spray.
Gases e Vapores
São substâncias que têm a mesma forma do ar, por isso se misturam perfeitamente a ele, e passam pelos pulmões, atingindo a corrente sangüínea, atavés da qual chegam a todos os órgãos do corpo humano, como cérebro, rins, fígado, etc.
Os gases são substâncias não líquidas ou sólidas nas condições normais de temperatura e pressão, tais como oxigênio, nitrogênio, gás carbônico, etc.
Os vapores ocorrem através da evaporação de líquidos ou sólidos, geralmente são caracterizados pelos odores (cheiro), tais como gasolina, querosene, solvente de tintas, etc.
Deficiência de Oxigênio
Um ar limpo é composto, normalmente por 21% de oxigênio, 78% de nitrogênio e 1% de outros gases. Uma pessoa em repouso respira de 20 a 30 litros de ar por minuto. Quando está realizando algum trabalho ou fazendo exercícios físicos, o consumo de ar aumenta para 30 a 40 litros por minuto. A deficiência de oxigênio pode ocorrer em locais fechados, onde a porcentagem de oxigênio é muito baixa. Deve-se normalmente a uma reação química, um processo de combustão (um incêndio), à presença de um gás que desloca o oxigênio ou o consumo do oxigênio do ar por microorganismos.


Temperaturas extremas


Um ar muito quente ou muito frio também pode ser perigoso, dependendo da tempaeratura e do tempo que uma pessoa está exposta ao ambiente.
EFEITO DOS CONTAMINANTES À SAÚDE
Sistema Respiratório
Um fantástico mecanismo natural a nosso serviço. Sua finalidade é absorver o oxigênio do ar e transferí-lo para o sangue. Durante a respiração, o ar penetra pelo nariz ou boca, e através da traquéia atinge os pulmões. Nos pulmões, o ar ainda passa por pequenos tubos (bronquílos), até chegar aos alvéolos, onde o oxigênio é transferido para a corrente sangüínea. Nesta fase do processo, os alvéolos trocam o oxigênio pelo gás carbônico do sangue (que é o gás residual não aproveitado pelos órgãos do corpo) e o transfere para ser expirado. O oxigênio é então distribuído pelo sangue por todos os órgãos do corpo humano, os quais realizarão suas funções distintas. Como podemos ver, o sistema respiratório é de fundamental importância para a realização do milagre da vida. Alguns contaminantes provocam reações imediatas no organismo como tosse, tonturas, dores de cabeça, espirros ou falta de ar. Existem porém, doenças provocadas por certos ar, que só são descobertas após vários anos de exposição.
Defesas naturais do organismo
O corpo humano tem um incrível sistema respiratório que leva o ar contendo oxigênio para os pulmões. Para que possamos respirar um ar limpo e normal, as defesas do nosso organismo agem como purificadores de ar.
Pêlos: os pêlos do nariz , servem para segurar e prender as partículas maiores que inalamos juntos com o ar.
Cílios: os cílios são pequenos pêlos, que auxiliam no trabalho de purificação do ar. Pulsando 10 a 12 vezes por segundo, eles movimentam as partículas que possam ter passado pelo nariz, de modo que seja possível expectorá-las.
Muco: as vias respiratórias possuem uma substância líquida chamada muco, que serve, juntamente com os cílios, para arrastar essas ártículas até a garganta. A tosse é um reflexo do corpo que expulsa e joga fora essas partículas.

Doenças


Apesar das defesas naturais, alguns contaminantes conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório e causar algumas doenças, como as pneumoconioses. Veja abaixo alguns exemplos de pneumoconioses:


Silicose - é causada por partículas da sílica, muito comum nas indústrias cerâmicas, minerações, pedreiras e metalúrgicas, provocando uma redução na capacidade respiratória.


Abestose - é causada pelas fibras do abesto (amianto), provocando redução na capacidade de trânsferência de oxigênio para o sangue, além de câncer.


Antracose - também conhecida como "doença do pulmão preto" ou "doença dos mineiros". É causada pela inalação de partículas de carvão mineral.


Bissinose - é causada principalmente pelas partículas de algodão, comum nas indústrias têxteis. Provocam redução na capacidade respiratória, febre e tosses freqüentes.


Pulmão dos fazendeiros - é provocada pala inalação de partículas dos cereais (sementes), madeiras ou fenos. Causam um tipo de cicratização nos pulmões, febre, calafrios, tosse, dores musculares e redução na capacidade de respiração.


Doenças mais comuns - bronquites, resfriados crônicos, alergias e sinusites são também provocadas pela inalação de contaminantes.


COMO SE PROTEGER DOS CONTAMINANTES


Uma das formas de proteger o trabalhador contra a ianlação de contaminantes atmosféricos é através do uso de Equipamento de proteção Respiratória (EPR).
Estes equipamentos, popularmente conhecidos como respiradores (máscaras), são constituídos por uma peça que cobre, no mínimo, a boca e o nariz, através da qual o ar chega à zona respiratória do usuário, passando por um filtro ou sendo suprido por uma fonte de ar limpa.
Os respiardores filtrantes são geralmente compostos de várias camadas de filtros, que retém certos contaminantes suspensos no ambiente de trabalho.

SELECIONANDO O RESPIRADOR ADEQUADO


Existem basicamente, duas classes de respiradores: os que filtram o ar do ambiente local são chamados de purificadores de ar; e os respiradores que recebem o ar de uma fonte externa ao ambiente de trabalho, os de ar mandado (ou linha de ar comprimido) e a máscara autônoma.
Ainda, os respiradores podem ser: peça semifacial ou peça facial inteira. Na classe de repiradores de ar, temos:


Respiradores semifaciais sem manutenção


Estes respiradores auto-filtrantes podem ser destinados à proteção contra a inalação de partículas, gases ou vapores, dependendo do tipo de contaminante e filtros existentes. Se este contaminante é uma partícula, será necessário um filtro mecânico. Para os gases e vapores será um filtro químico, composto de carvão ativado ou outro adsorvente.
Estes respiardores cobrem o nariz e a boca, e como qualquer outro respirador, devem ser ajustados e usados corretamente, sendo necessários trocá-los sempre que estiverem saturados ou deformados, não precisando de reparos ou trocas de peças.


Respiradores semifaciais reutilizáveis (purificadores de ar)


Como o nome diz estes respiardores semifaciais cobrem a região do nariz e da boca. Normalmente são compostos por uma peça feita de borracha, silicone ou outro elastômero e a purificação do ar é feita através da colocação de filtros e ou cratuchos para partículas, gases ou vapores; que deverão ser trocados sempre que estiverem saturados; isto é, quando a pessoa estiver sentindo ou gosto do contaminante.
Para que haja proteção contra os contaminantes é muito importante que se utilize o filtro correto para cada situação.
Além disso, nunca se esqueça de ajustar o respirador no rosto e examiná-lo, verificando se está em perfeito estado de uso.


Respiradores de peça facial inteira (purificadores de ar)


Os respiradores peça facial inteira protegem além do sistema respiratório, também os olhos. Além disso, são recomendados para ambientes com concentrações mais altas de contaminantes do que as peças semifaciais.
Podem ser utilizados com filtros para eliminar poeiras, fumos, névoas, gases ou vapores de ar.
Se compararmos, quando utilizamos um respirador tipo peça semifacial podemos reduzir em 10 vezes a concentração do contaminante no ambiente; já se usarmos a peça facial inteira podemos obter no mesmo ambiente uma redução de 100 vezes a concentração do contaminante.
Esta diferença deve-se ao fato de que o respirador facial inteiro envolve todo o rosto permitindo uma melhor vedação. Estes respiradores vedam a região da testa, uma superfície mais plana, se comparada ao nariz.


Respiradores com suprimento de ar


Os equipamentos de suprimento levam o ar através de uma traquéia plástica para dentro do respirador.
Este ar pode estar sendo enviado por um ar comprimido ou um conjunto de cilindros de ar comprimido (linha de ar comprimido); ou no caso das máscaras autônomas de ar é armazenado em um cilindro, sob alta pressão dando maior mobilidade ao usuário.
A autonomia de ar destes equipamentos é de normalmente de 30 a 60 minutos, dependendo da atividade que será realizada e das dimensões e pressão do cilindro.
Certos tipos de respiradores com suprimento de ar protegem contra deficiência de oxigênio, concentrações muito elevadas de poeiras, fumos, névoas, gases e vapores, onde os respiradores purificadores de ar não podem ser utilizdos.


COMO IDENTIFICAR UM BOM RESPIRADOR


Para que o respirador seja adeqaudo e garanta uma eficiente proteção respiratória, devemos considerar as seguintes características:
Eficiência do filtro - A qualidade do elemento filtrante é muito importante para a adequada proteção respiratória. É muito importante que se faça a escolha do filtro apropriado para cada situação e contaminante.
Vedação - Um respirador que não se ajusta bem à face não dará uma boa vedação, e não estará protegendo o usuário, uma vez que os contaminantes entrarão pelas deficiências de vedação.
Tempo de uso - Após ter sido selecionado, com base nos riscos existentes no ambiente de trabalho, o respirador deve ser usado por todo o tempo em que você permanecer no ambiente contaminado. A exposição a estes ambientes, mesmo que por curtos períodos pode causar doenças ocupacionais ou até mesmo a morte.


COMO COLOCAR ADEQUADAMENTE UM RESPIRADOR

Sem manutenção
1. Leve o respirador ao rosto, apoiando-o inicialmente no queixo e depois cobrindo a boca e o nariz. Puxe o elástico superior, ajustando-o bem, acima das orelhas. depois faça o mesmo com o elástico de baixo, passando-o pela cabeça e ajustando-o na nuca.
2. Com dois dedos de cada mão pressione a peça de alumínio de forma a moldá-la ao seu formato de nariz.
3. Para verificar o ajuste, coloque as mãos na frente do respirador cobrindo toda sua superfície e inale. O ar não deve passar pelas laterais.
De borracha, silicone ou elastômero
1. Coloque o respirador no rosto e posicione o elástico superior sobre a cabeça. Encaixe os elásticos inferiores (de baixo) ligando as presilhas atrás do pescoço.
2. Puxe as extremidades dos elásticos superiores, e depois os inferiores, para fazer o ajuste do respirador ao rosto.
3. Verificação de vedação com pressão positiva: Coloque a palma da mão sobre a válvula de exalação e assopre suavemente várias vezes. A peça facial deverá se expandir suavemente sem ocorrer vazamento.
4. Teste de pressão negativa: Coloque as mãos sobre os cartuchos e/ou filtros e inale profundamente várias vezes. A peça facial deverá comprimir levemente contra o rosto sem ocorrer vazamento.


CUIDADOS COM O RESPIRADOR


Para que o respirador possa ter um bom tempo de duração e conservação, são necessários alguns cuidados do usuário. Antes de entrar em uma área contaminada, verifique se o respirador não está danificado.
No caso de respiradores com filtros recambiáveis, lave o respirador em água corrente com detergente neutro, como indicam as instruções; retirando as peças se necessário. Caso os filtros e cartuchos estiverem saturados troque-os por novos. Não suje nem danifique a parte interna do respirador, que ficará em contato com a região da boca e do nariz. Se estiver que manusear seu respirador com as mãos sujas, pegue-o pela parte externa. Não o deixe sobre equipamentos ou lugares sujeitos a poeiras ou contaminantes.
Ao fim do trabalho ou nos intervalos de descanso, guarde o respirador em um saco plástico e coloque-o em lugar apropriado (gaveta, armário, etc.). Se sentir dificuldade na respiração, cheiro ou gosto do produto que está trabalhando, pode ser que esteja na hora de trocar de respirador (respiradores sem manutenção) por um novo, ou substituir os filtros (respiradores com manutenção).
A barba impede o ajuste e vedação adequados do respirador, facilitando a passagem dos contaminates. Por isso pessoas com barba não devem usar respiradores que necessitem vedação facial.
Em caso de dúvida ou pra informação adicioanl, procure o responsável pela segurança de sua empresa.

Custos do Acidente do trabalho

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1-Quais são os custos que as empresas tem com os acidentes e doenças do trabalho? Quais as conseqüências desses custos?Sem entrar no mérito da conceituação didática do custo de acidente do trabalho (este também inclui as doenças do trabalho), este importe é composto pelo custo direto e indireto. O custo direto, em sua maior parte, é bancado pelo Seguro Social, que garante o salário do acidentado após o 15° dia de afastamento. A empresa também contribui com o custo direto, custeando despesas médico, hospitalares e farmacêuticas, bem como transporte do acidentado e pagamento de salário dos primeiros 15 dias de afastamento. O custo indireto, por sua vez, é assumido integralmente pela empresa, compondo-se de parcelas nem sempre facilmente mensuráveis, tais como:· período improdutivo de outros trabalhadores; em geral, os colegas do trabalhador acidentado interrompem a produção, seja para socorrê-lo, seja para comentar a respeito do ocorrido; · salário pago ao acidentado não coberto pelo INSS, relativo aos pequenos acidentes enquanto o trabalhador se encontra no ambulatório da empresa; · horas extras remuneradas em conseqüência do acidente que gerou atraso na produção, ou ainda, relativo a reparo e/ou substituição de equipamento envolvido; · despesas com a investigação do acidente; · redução da eficiência do trabalhador ao retornar às atividades, durante o período de readaptação ao trabalho, por receio de sofrer novo acidente; · treinamento do substituto do acidentado; · material ou equipamento danificado durante o acidente; · despesas médicas não cobertas pelo seguro de acidentes do trabalho e outras.Obviamente a principal conseqüência do custo de acidente do trabalho é impactar os custos da empresa, majorando o preço final do produto ou serviço. Existem outras conseqüências como desprestígio da empresa, bem como a organização passa a ser alvo de fiscalizações do Ministério do Trabalho, intervenção do Ministério Público e Sindicatos e outros disabores.

quinta-feira, setembro 11, 2008

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO



CAPITULO I

DA ATIVIDADE PROFISSIONAL



Art.04 -As funções, quando no exercício profissional do Técnico de Segurança do Trabalho, são definidas pela Portaria 3.275 de 21 de setembro de 1989, não sendo permitido o desvio desta;



CAPITULO I I

DO PROFISSIONAL



Art.05 – Exercer o trabalho profissional com competência, zelo, lealdade, dedicação e honestidade, observando as prescrições legais e regulamentares da profissão e resguardando os interesses dos trabalhadores conforme Portaria 3214 e suas NRs.



Art.06 - Acompanhar a legislação que rege o exercício profissional da Segurança do Trabalho, visando a cumpri-la corretamente e colaborar para sua atualização e aperfeiçoamento.



Art.07 - O Técnico de Segurança do Trabalho poderá delegar parcialmente a execução dos serviços a seu cargo a um colega de menor experiência, mantendo-os sempre sob sua responsabilidade técnica.



Art. 08 - Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a sua dignidade;



Art.09 - Cooperar para o progresso da profissão, mediante o intercâmbio de informações sobre os seus conhecimentos e contribuição de trabalho às associações de classe e a colegas de profissão;



Art.10 - Colaborar com os órgãos incumbidos da aplicação da Lei de regulamentação do exercício profissional e promover, pelo seu voto nas entidades de classe, a melhor composição daqueles órgãos.



Art.11 - O espírito de solidariedade, mesmo na condição de empregado, não induz nem justifica a participação ou conivência com o erro ou com os atos infringentes de normas técnicas que regem o exercício da profissão.



CAPITULO III
DOS DEVERES



Art. 12- Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito, inclusive no âmbito do serviço público, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas o Conselho Regional do Técnico de Segurança do Trabalho.



Art.13 – Se substituído em suas funções, informar ao substituto todos os fatos que devam chegar ao conhecimento desse, a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas.



Art.14 – Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração de Programas prevencionistas de Segurança e Saúde no Trabalho.



Art.15– Considerar e zelar com imparcialidade o pensamento exposto em tarefas e trabalhos submetidos a sua apreciação.



Art. 16– Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos.



Art.17– Atender à Fiscalização do Conselho Regional de Segurança do Trabalho no sentido de colocar à disposição deste, sempre que solicitados, papéis de trabalho, relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho.



Art. 18 - Os deveres do Técnico de Segurança do Trabalho compreendem, além da defesa do interesse que lhe é confiado, o zelo do prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica de trabalho.



Art. 19 - Manter-se regularizado com suas obrigações financeiras com o Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo.



Art.20 - Comunicar ao Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho fatos que envolvam recusa ou demissão de cargo, função ou emprego, motivados pela necessidade do profissional em preservar os Postulados, Éticos e legais da profissão.



CAPITULO IV

DA CONDUTA



Art. 21– Zelar pela própria reputação, mesmo fora do exercício profissional;



Art. 22 - Não contribuir para que sejam nomeadas pessoas que não tenham a necessária habilitação profissional para cargos rigorosamente técnicos.



Art.23 - Na qualidade de consultor ou árbitro independente, agir com absoluta imparcialidade e não levar em conta nenhuma consideração de ordem pessoal.



Art. 24 - Considerar como confidencial toda informação técnica, financeira ou de outra natureza, que obtenha sobre os interesses dos empregados ou empregador.



Art. 25 - Assegurar ao Trabalhador e ao Empregador um trabalho técnico livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência.



CAPITULO V

DOS COLEGAS



Art.26 - A conduta do Técnico com os demais profissionais em exercício na área de segurança e saúde no trabalho devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e independência profissional de cada um, buscando sempre o interesse comum e o bem estar da categoria.



Art.27 - Deve ter, para com os colegas apreço, respeito, consideração e solidariedade, sem todavia, eximir-se de denunciar atos que contrariem os postulados éticos à Comissão de Ética da instituição em que exerce seu trabalho profissional e, se necessário, ao Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho.



Art.28 – Abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe, desde que permaneça as mesmas condições que ditaram o referido procedimento.



Art.29 – Não tomar como seus ou desqualificar os trabalhos, iniciativas ou soluções encontradas por colegas, sem a necessária citação ou autorização expressa.



Art. 30 - Não prejudicar legítimos interesses ou praticar de maneiras falsas ou maliciosas, direta ou indiretamente, a reputação, a situação ou a atividade de um colega.



CAPITULO VI

DAS PROIBICOES



Art.31- É vedado ao Técnico de Segurança do Trabalho: anunciar, em qualquer modalidade ou veículo de comunicação, conteúdo que resulte na diminuição do colega, da Organização ou da classe.



Art.32 – Assumir, direta ou indiretamente, serviços de qualquer natureza, com prejuízo moral ou desprestígio para classe.



Art.33 – Auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita ou serviços não prestados.



Art. 34 – Assinar documentos ou peças elaborados por outrem, alheios à sua orientação, supervisão e fiscalização.



Art. 35 – Exercer a profissão, quando impedido, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não habilitados ou impedidos.



Art.36 – Aconselhar o trabalhador ou o empregador contra disposições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Segurança e saúde no Trabalho.



Art.37 – Revelar assuntos confidenciais por empregados ou empregador para acordo ou transação que, comprovadamente, tenha tido conhecimento.



Art.38 – Iludir ou tentar a boa fé do empregado, empregador ou terceiros, alterando ou deturpando o exato teor de documentos, bem como fornecendo falsas informações ou elaborando peças inidôneas.



Art.39 – Elaborar demonstrações na profissão sem observância dos Princípios Fundamentais e das Normas editadas pelo Conselho Estadual do Técnico de Segurança no Trabalho.



Art.40 – Deixar de atender às notificações para esclarecimento à fiscalização ou intimações para instrução de processos.



Art.41 - Praticar qualquer ato ou concorrência desleal que, direta ou indiretamente, possa prejudicar legítimos interesses de outros profissionais.



Art.42 - Se expressar publicamente sobre assuntos técnicos sem estar devidamente capacitado para tal e, quando solicitado a emitir sua opinião, somente fazê-lo com conhecimento da finalidade da solicitação e se em benefício da coletividade.



Art. 43 - Determinar a execução de atos contrários ao Código de Ética dos profissionais que regulamenta o exercício da profissão.



Art.44 - Usar de qualquer mecanismo de pressão ou suborno com pessoas físicas e jurídicas para conseguir qualquer tipo de vantagem.



Art.45 - Utilizar forma abusiva o poder que lhe confere a posição ou cargo para impor ordens, opiniões, inferiorizar as pessoas e/ou dificultar o Exercício Profissional.



CAPITULO VII

DA CLASSE



Art. 46 – Acatar as resoluções votadas pela classe, inclusive quanto a honorários profissionais.



Art.47 – Prestigiar as entidades de classe contribuindo, sempre que solicitado, para o sucesso de suas iniciativas em proveito da profissão, dos profissionais e da coletividade.



CAPITULO VIII

DOS DIREITOS

Art.48 – Representar perante os órgãos competentes as irregularidades comprovadamente ocorridas na administração de entidade da classe.



Art.49 - Recorrer ao Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo quando impedido de cumprir o presente Código e as Leis do Exercício Profissional.



Art.50 - Renunciar às funções que exerce logo que se positive falta de confiança por parte do empregador, a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência, zelando, contudo, para que os interesses dos mesmos não sejam prejudicados, evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia.



Art. 51 - O Técnico de Segurança do Trabalho poderá publicar relatório, parecer ou trabalho técnico – profissional, assinado sob sua responsabilidade.



Art. 52 - O Técnico de Segurança do Trabalho, quando assistente técnico, auditor ou árbitro, poderá recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida.



Art.53 - Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência legal.



Art. 54 - Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar tarefas em não conformidade com as Normas de Segurança e saúde no Trabalho e orientações editadas pelo Conselho Estadual dos Técnicos de Segurança do Trabalho.



Art. 55 - O Técnico de Segurança do Trabalho poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Segurança e Saúde no Trabalho quando atingido, pública e injustamente, no exercício de sua profissão.



CAPITULO IX

DAS PENALIDADES



Art. 56 - A transgressão de preceito deste Código constitui infração ética, sancionada, segundo a gravidade, com a aplicação de uma das seguintes penalidades:



– Advertência Reservada;

– Censura Reservada;

– Censura Pública.

– Na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes:

– Falta cometida em defesa de prerrogativa profissional.

– Ausência de punição ética anterior;

– Prestação de relevantes serviços à classe.



Art.57 - O julgamento das questões relacionadas à transgressão de preceitos do Código de Ética incumbe, originariamente, aos Conselhos Regionais dos Técnicos de Segurança do Trabalho, que funcionarão como Câmaras Regionais de Ética, facultado recurso dotado de efeito suspensivo, interposto no prazo de trinta dias para o Conselho Federal dos Técnicos de Segurança do Trabalho em sua condição de Câmara Superior de Ética.



Art.58 – Não cumprir, no prazo estabelecido, determinação dos Conselhos Regionais dos Técnicos de Segurança do Trabalho, depois de regularmente notificado.



Art.59 – O recurso voluntário somente será encaminhado a Câmara de Ética se a Câmara Superior de Ética respectiva mantiver ou reformar parcialmente a decisão.



Art.60 – Quando se tratar de denúncia, o Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, comunicará ao denunciante a instauração do processo até trinta dias depois de esgotado o prazo de defesa.



Art. 61 - Compete ao CORETEST-SP, em cuja jurisdição se encontrar inscrito o Técnico de Segurança do Trabalho, a apuração das faltas que cometer contra este Código e a aplicação das penalidades previstas na legislação em vigor.



Art.62 - Ter sempre presente que as infrações deste Código de Ética serão julgadas pelas Câmaras Especializadas instituídas pelo Conselho Regional – CORETEST-SP, conforme dispõe a legislação vigente.



Art. 63 - A cassação consiste na perda do direito ao Exercício do Técnico de Segurança do Trabalho e será divulgada nas publicações oficiais dos Conselhos Federal e Regional de Técnicos de Segurança e em jornais de grande circulação.



Art.64 - Considera-se infração Ética a ação, omissão ou convivência que implique em desobediência e/ ou inobservância às disposições do Código de Ética dos Profissionais dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo.



Art. 65 – Atentar para as resoluções, especificas, sobre as graduações das penalidades.